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"Da minha língua vê-se o mar" - Vergílio Ferreira

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Abençoadas crises e I.P.Os.

De Retrato de A a Z das agências de Comunicação

Desgraça para alguns, alegria para outros, as crises têm sido um dos principais fatores de crescimento das agências de comunicação nos últimos anos. Paga-se, e muito bem, por uma boa gestão de crise, como muito bem sabem as agências que melhor se prepararam para oferecer esse serviço ao mercado. Bons cases, bom atendimento e know-how nesse campo valem ouro e são pagos nessa medida, até porque quem está com a reputação em jogo não tem medo de pôr a mão no bolso.Em 2007, as agências especializadas engordaram de forma substancial seus caixas com a administração das várias crises que explodiram pelo País durante o ano. Três delas vão continuar por muito tempo na memória da população e exigiram talento e suor de quem as administrou: o buraco da Linha Amarela do Metrô, em Pinheiros, o acidente com o avião da TAM, em Congonhas – ambos em São Paulo –, e o Leite com Soda Cáustica, este com desdobramentos em praticamente toda a cadeia de produtores do País.Mas como não foi só de desgraças que viveu o segmento, ele também se beneficiou de forma acentuada do inédito movimento de empresas em direção ao mercado de capitais. Como diria o presidente Lula, nunca na história deste País tantas empresas abriram seu capital num único ano. Foram quase 50 a fazer o chamado IPO. Duas delas, aliás, as principais guardiãs e fiadoras desse mesmo mercado: a Bovespa, cujas ações bateram todos os recordes de captação, e a BM&F.Esse mercado tem sido tão substancial para as agências que várias delas, sobretudo as médias, médias-grandes e grandes, montaram núcleos de finanças, especializados em Relações com Investidores. São contas e contratos que em geral remuneram bem, o que se justifica pelas especificidades e complexidades do trabalho.

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